Anonymous declara guerra cibernética à Rússia após invasão da Ucrânia

O coletivo anunciou que derrubaram o site do canal de RT News, rede de televisão estatal da Rússia

Por: Estadão Conteúdo  -  26/02/22  -  12:24
O Anonymous é um coletivo descentralizado que se formou em 2003 conhecido por usarem a máscara do soldado britânico que inspirou o protagonista de
O Anonymous é um coletivo descentralizado que se formou em 2003 conhecido por usarem a máscara do soldado britânico que inspirou o protagonista de   Foto: Unsplash

O grupo hacker Anonymous declarou em rede social, nesta quinta-feira, 24, que está "oficialmente em guerra cibernética contra o governo russo". Cerca de 30 minutos depois, o coletivo anunciou que derrubaram o site do canal de RT News, rede de televisão estatal da Rússia - que voltou ao ar ao meio-dia desta sexta-feira, 25 - e que as forças armadas russas estavam preparando um bombardeamento em grande escala em Kiev, capital da Ucrânia.


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Nesta quinta-feira, 25, o grupo retornou para as redes para afirmar que derrubaram um segundo site russo: do Ministério da Defesa, que ainda permanece fora do ar.


Os impactos da 'guerra cibernética' passaram a ser comparados com as consequências das guerras tradicionais com o avanço da tecnologia, uma vez que os conflitos virtuais podem afetar diretamente empresas estatais e privadas com roubos de dados e até mesmo perda de dinheiro.


O Anonymous é um coletivo descentralizado que se formou em 2003 conhecido por usarem a máscara do soldado britânico que inspirou o protagonista de "V de Vingança". Guiado pelo hackativismo, eles entendem a ação hacker como uma forma de ativismo político e social. Depois de um hiato, o grupo voltou à ativa com a divulgação uma suposta ação judicial contra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusado por estupro e abuso sexual.


No Brasil, o Anonymous ficou conhecido por divulgar, em 2020, supostos dados do presidente Jair Bolsonaro, de seus filhos e de integrantes do governo brasileiro como a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub.


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