Após 35 anos, médico reencontra e ajuda a tratar professora da pré-escola internada com Covid-19

Intensivista cuidou da “tia Elzinha”, de 73 anos, por 40 dias em UTI de hospital em Matão, interior de São Paulo

Por: Por A Tribuna.com.br  -  16/04/21  -  01:07
Após 35 anos, médico reencontra e ajuda a tratar professora da pré-escola internada com Covid-19
Após 35 anos, médico reencontra e ajuda a tratar professora da pré-escola internada com Covid-19   Foto: TV Globo/Reprodução

Um médico intensivista teve a oportunidade de retribuir os cuidados de sua professora do pré-escolar, em Matão, interior de São Paulo. Após 35 anos, ele reencontrou a educadora na ala Covid do hospital e auxiliou no seu tratamento contra a doença.


Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!


Conhecida por “tia Elzinha”, a professora Elza Bussola Ribeiro, de 73 anos, permaneceu 40 dias no Hospital Carlos Fernando Malzoni, em estado grave, e recebeu alta pelo seu ex-aluno, Flávio Borsetti, na primeira semana de abril.


“Existem coisas, fatos e pessoas que marcam a gente ao longo da nossa vida. E uma dessas pessoas foi minha professora do prézinho, dona Elza ou tia Elzinha. Muitos anos se passaram e eu acabei reencontrando [ela], só que em uma situação bem diferente”, contou o médico de 41 anos em uma postagem nas redes sociais.


Em 1986, a professora da Escola Estadual José Inocêncio da Costa, localizada no Centro de Matão, formava a nível pré-escolar o então aluno Flávio Borsetti, que se formou em medicina em 2006.


“Eu gostava tanto dela, que na época eu ‘enchia o saco’ da minha mãe para que ela lhe comprasse uma joia. Não consegui a joia, [mas] consegui presenteá-la com um porta-joias. Passados muitos anos, a vida nos colocou frente a frente novamente”, contou Bosertti.


Contaminada pela Covid, a professora, Elza permaneceu internada em estado grave no Hospital de Matão, aos cuidados do seu ex-aluno. Após 40 dias, venceu a batalha contra o coronavírus e voltou para casa.


“Confesso que esse momento foi muito melhor, muito mais feliz do que lhe dar uma joia. Na verdade, eu acabei me sentindo presenteando-a com um tesouro, né? Porque a vida realmente é um tesouro precioso que a gente tem”, comemorou o médico intensivista.


“Em 1986, você me deu esse porta-joias de presente. Depois de 35 anos, você e Deus me deram a oportunidade de continuar aqui. Obrigada doutor Flávio, meu querido aluno”, agradeceu tia Elzinha.


* Com informações do G1


Logo A Tribuna